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Desinformação em massa: estudo do Desinfo.Pop expõe boatos sobre vacinas no Telegram

Baseado no estudo do DesinfoPop, a reportagem do G1 revela os 10 boatos mais comuns sobre vacinas que circulam em comunidades conspiratórias no Telegram e contrasta cada um com evidências científicas. O levantamento foi feito pelo Laboratório de Estudos em Desordem Informacional e Políticas Públicas (DESINFO.POP/FGV), que analisou 1,47 milhão de mensagens entre 2019 e 2025 em 1.785 grupos, totalizando mais de 5,8 milhões de usuários ativos.

Entre os mitos identificados estão alegações como “vacinas causam morte súbita”, “alteram o DNA humano”, “provocam AIDS”, “envenenam o corpo”, “causam câncer”, “cegueira”, “microcoágulos invisíveis”, “miocardite”, “contêm vermes vivos” e “provocam aborto espontâneo”. O estudo também detectou 175 supostos “danos” e 80 “antídotos” falsos — de argilas detox a dióxido de cloro — sendo propagados nessas comunidades.

Especialistas em imunização, como Luana Araújo, Renato Kfouri, Isabella Ballalai e Mônica Levi, todos citados na matéria, explicam cientificamente por que esses boatos são falsos: por exemplo, mortes súbitas são coincidências estatísticas; vacinas de RNA não alteram o DNA; reações adversas graves são muito raras ou sem relação de causalidade; e muitos dos “antídotos” vendidos não têm base científica. A equipe do DESINFO.POP conclui que o medo é a “moeda” dessas comunidades: eles geram pânico e, em seguida, oferecem falsas soluções, configurando uma “indústria do medo” digital.