A matéria, originalmente do The Conversation, revela que comunidades conspiracionistas no Telegram — com cerca de 5 milhões de usuários na América Latina e Caribe — transformaram a desinformação antivacina em um modelo de negócio lucrativo. Essas redes promovem teorias da conspiração e vendem “soluções milagrosas” ou remédios falsos para doenças como autismo, câncer e Aids, explorando medos populares.
O estudo, conduzido por Ergon Cugler, do Laboratório de Estudos sobre Desordem Informacional e Políticas Públicas (DESINFO.POP/FGV), identificou quase 2.000 comunidades no Telegram, com mais de 55 milhões de mensagens trocadas entre 2016 e 2025. No Brasil, cerca de 2,5 milhões de usuários estão inseridos nesses grupos, gerando alto volume de conteúdo antivacina e teorias de cura alternativa.
Além da venda de produtos, os conspiracionistas promovem a falsificação de “passaportes vacinais” — documentos para simular vacinação — com uma rede organizada que divulga links dentro desses grupos. Cugler alerta que a desinformação no universo antivacina já não é apenas ideológica, mas se consolidou como um mecanismo econômico: o medo se converte em consumo, e o consumo, em lucro.
Link da matéria: https://theconversation.com/quando-desinformacao-gera-lucro-como-comunidades-conspiracionistas-monetizam-com-o-movimento-antivacina-248370
